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Adoção de Animais: Dicas para planejar a adoção responsável

Hoje em dia não é difícil encontrar cães e gatos que já ultrapassaram uma década de vida. E mais do que fazer companhia aos seus donos por tantos anos eles ainda são ativos, alegres e, muitas vezes, gozam de ótima saúde. Em parte, isso se deve aos avanços na medicina veterinária. "Há mais ou menos dez anos, não contávamos com especialidades veterinárias como a geriatria e a oncologia, por exemplo", destaca o médico-veterinário Rodrigo Monteiro.


As doenças típicas da idade avançada surgiam, mas não eram diagnosticadas, muito menos tratadas corretamente. Hoje, no entanto, o cenário é mais favorável.


Quem acolhe um animal sem lar ganha, em troca, o mais fiel dos amigos. Essa decisão, porém, exige muita responsabilidade. É semelhante a uma família que está próxima de ter um bebê: há todo um planejamento para que essa criança seja muito bem recebida e cuidada.


Com um pet há cuidados antes, durante e após a adoção que fazem a diferença para que a escolha não crie problemas entre dono e animal. Afinal, trata-se de uma vida que irá acompanhar o proprietário por muitos anos.


10 Dicas para adotar um animal com responsabilidade


Analise bem sua decisão o orçamento é um ponto importante. Algumas perguntas ajudam a ter mais consciência da adoção: o que o levou a adotar? você está pronto para esse compromisso de 15 anos ou mais? em caso de emergência, tem como levá-lo imediatamente ao veterinário? se mudar de residência, poderá levar o animal com você? alguém na casa tem alergia? todos querem o cachorro? Quem vai cuidar dele?


Planeje as companhias do animal. É fundamental que alguém sempre esteja à disposição para dar atenção e carinho ao novo integrante. Procure definir desde já com quem ele ficará durante o dia e até em períodos de viagens - se for preciso, pesquise hotéis e creches para animais. "O cachorro não tolera ficar mais do que quatro a seis horas em isolamento, a partir disso, já pode começar a ter transtornos de comportamento", afirma a médica-veterinária Ceres Berger Faraco


Escolha com cautela. Muitas pessoas contam que eles é que são escolhidos - chegam ao abrigo, e um cão logo vem em sua direção e conquista seu carinho. Para evitar que isso aconteça e depois você se arrependa, já vá com algumas condições definidas. Para quem mora em apartamento, o cachorro não poderá ser grande. Se ele for adulto, o tamanho já é definitivo, mas o animal pode ter algumas manias, como morder objetos. Também não adianta escolher um cachorrinho todo peludo se não tem disposição e dinheiro para banhos e tosas frequentes.


Ao adotar, leve ao veterinário. "O veterinário será o pediatra ou médico familiar do seu novo companheiro", conta o médico-veterinário José Manuel Mouriño. Faça essa visita o quanto antes para tirar todas as dúvidas e garantir a saúde do animal desde o início.


Nunca se esqueça das vacinas. É sempre melhor prevenir do que remediar. Mouriño orienta que o dono siga um protocolo de vacinação estipulado pelo médico-veterinário. O uso de vermífugos só deve ser feito quando o especialista indicar.


Pense sobre a possibilidade de castração. Reproduzir um animal envolve muita responsabilidade e gastos. "Castrando fêmeas antes do primeiro cio, evitamos problemas como infecção de útero e tumores de mama, além de não ter um animal com cio e gravidez psicológica dentro de casa", explica Mouriño. "Já nos machos castrados há menos complicações de comportamento e de próstata, evitando-se indesejáveis problemas de urina dentro da residência."


Estabeleça limites desde cedo. Para a médica-veterinária ceres, a atitude correta deve ser recompensada com carinho. "O limite não pode ser estabelecido por associações punitivas, mas por resultados positivos", afirma.


Crie um local certo para ele dormir. É comum que o cachorro, sobretudo filhote, chore nos primeiros dias à noite por estar só em um ambiente estranho. "Evite que a primeira experiência dele seja traumática", aconselha ceres. Nos primeiros dias, se necessário, deixe-o mais próximo de outras pessoas, mas vá mudando isso aos poucos para não virar um mau costume.


Alimente-o adequadamente.O alimento ideal é balanceado por um médico-veterinário. "As quantidades necessárias devem ser ditadas por esse profissional, e não pelo apetite do bichinho", afirma Mouriño. Ele ainda alerta que "comida de gente” nunca deve ser dada ao animal.


Estabeleça um bom convívio com crianças. Se há pequenos na casa, lembre-se de ensiná-los que cachorro não é brinquedo. "Crianças muito novas nunca devem interagir com animais sem supervisão, é uma regra", diz ceres. esse cuidado evita acidentes e traumas, como a criança machucar o cão ou levar uma mordida.


fonte: Cobasi




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