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Vacina de cachorro

Manter seu cachorro protegido é essencial.


Com a ajuda da veterinária DogHero, Ingrid Stein, preparamos um guia com as principais dúvidas sobre vacina de cachorro e um calendário com todas as que devem ser aplicadas durante o ano.


Quando nasce, o filhote recebe do leite materno uma importante carga de anticorpos, que vai resguardar sua saúde nos primeiros dias de vida. Mas essa ajuda da mãe do pequeno cachorro não dura para sempre. Com o passar das semanas, os anticorpos vão desaparecendo e ele fica exposto aos micro-organismos. A melhor maneira de manter a proteção é com a vacina de cachorro.


Antes de mais nada, é importante que você entenda para que serve uma vacina de cachorro. Produzida a partir das bactérias ou dos vírus atenuados, elas são um método de imunização bastante seguro. Sua forma de ação é simples: induzem o organismo a produzir sua própria defesa em vez de entregá-la já pronta. Por isso, as vacinas de cachorro têm um período de ação prolongado – algumas “duram” mais de uma década. Os efeitos colaterais existem, mas são raros. As reações mais frequentes são febre, edema na região onde foi aplicada e sensação de desânimo.


Como funciona a vacina de cachorro?


No Brasil, não existe um calendário oficial de vacinação para cachorros. O protocolo mais usado por aqui começa aos 45 dias de vida, com a múltipla canina (V8 ou V10), seguida de duas repetições com um período de 3 ou 4 semanas entre elas. Já a vacina de cachorro antirrábica, ou vacina contra raiva, é feita em dose única dos 4 aos 6 meses. A dose reforço é dada sobretudo no intervalo de um ano. Mas essa programação pode variar muito. Dessa forma, cabe apenas ao médico veterinário recomendar qual o momento ideal da vacinação e contra quais doenças o animal deve ser imunizado. Pelo costume brasileiro, a vacina de cachorro múltipla e a da raiva devem ter reforço anual durante toda a vida do cachorro. Mas essa indicação é controversa. Embora empresas de aviação e de ônibus só aceitem transportar animais que estiverem em dia com essa tabela de reforços, entidades internacionais, como a WSAVA (Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais), já publicaram recomendações mais modernas há algum tempo.


Tendências para o futuro


A tendência é que se vacine menos. Além de começar um pouquinho mais tarde com as doses da vacina de cachorro múltipla canina (com 8 semanas), ela também passaria a ter uma frequência menor. Países da Europa e os Estados Unidos, por exemplo, indicam seu reforço a cada três anos. Há relatos ainda de animais que ficaram imunes por quase uma década sem precisar da repetição da V8 ou da V10.


Nesse cenário, o início mais precoce da vacinação seria indicado apenas para cães em risco, como os filhotinhos que não mamaram o colostro ou que a mãe rejeitou poucos dias após o parto. Por isso, é fundamental que seu cachorro passe por uma consulta com um veterinário, para que ele estabeleça um protocolo individual de imunização.


As vacinas de cachorro são divididas em três grupos, de acordo com a importância da recomendação: vacinas de cachorro essenciais (recomendadas), não essenciais (opcionais) e não recomendadas.


Vacinas essenciais (recomendadas)


Devem ser dadas para evitar doenças que podem ser fatais, como parvovirose, cinomose e hepatite infecciosa canina.


No Brasil, esse grupo inclui também a raiva, uma zoonose (doença que pode ser transmitida para humanos) de combate nacional. Essas doenças estão contempladas nas vacinas V8 (cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose-2, parainfluenza, coronavirose, dois tipos de leptospirose) e na V10 (todas da V8 mais dois tipos da leptospirose), além da vacina antirrábica (vacina contra raiva). Esta última vacina de cachorro é a única oferecida gratuitamente em campanhas municipais.


Vacinas não-essenciais


Importantes apenas para um grupo de cães. Sua indicação é avaliada pelo médico veterinário, de acordo com o risco de exposição e também pelo estilo de vida.


As principais são a leptospirose e leishmaniose (elas podem ser essenciais em determinadas regiões e em certas condições), além da “tosse dos canis” (Bordetella bronchiseptica). Esta última doença de cachorro é altamente contagiosa e causada por um complexo de bactérias e vírus, mas não é considerada grave — em geral, os animais se recuperam da doença em até 15 dias. É transmitida pelas gotículas eliminadas na tosse e no espirro dos cães contaminados. Por isso, é muito indicada para animais que frequentam creches, escolinhas e hospedagens ou que participam de exposições ou provas esportivas caninas.


Vacinas não-recomendadas


Ao menos por enquanto, são vacinas de cachorro que não possuem comprovação científica o suficiente para indicá-las. É o caso da vacina contra a giárdia. Acredita-se que elas funcionem melhor para animais com a forma crônica da doença.


Vacina ética e legal: o que é isso?


Você já ouviu falar em vacina ética? Ela nada mais é do que aquela aplicada somente pelo médico veterinário, depois de uma consulta detalhada sobre o estado de saúde do cachorro. Se ele estiver doente, com febre ou com algum outro problema de saúde, o produto não poderá ser aplicado até que o cãozinho se recupere.


Além disso, a vacina de cachorro deve estar armazenada e refrigerada de acordo com os padrões exigidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Vacina nacional e importada: tem diferença?


Não existe hoje muita informação sobre a diferença real entre a vacina de cachorro nacional e a importada. Mas um estudo científico realizado pelo Ministério da Agricultura descobriu que a importada contra a raiva apresentou maior índice de aprovação – ou seja, era mais eficaz em prevenir a doença.


Tem problema atrasar a vacina do cachorro?


Você já deve ter se perguntado: tem problema atrasar a vacina do cachorro? A resposta é que sim. Isso porque a imunização completa deve ser feita dentro do período recomendado. Caso isso não aconteça, o animal é exposto a diversos riscos que poderiam ser facilmente prevenidos pela vacinação.


Mantenha a carteira de vacinas em dia e acompanhe de perto, com um veterinário, a saúde do seu cachorro. É preciso estar atento aos riscos. Como tem problema atrasar a vacina do cachorro, procure um profissional assim que perceber que as do seu pet não estão em dia. Deixar a vacinação de lado o deixa vulnerável a doenças graves e fatais. Toda vacina de cachorro é obrigatória?


Por incrível que pareça, não existe legislação que obrigue você a vacinar seu cachorro. Talvez você tenha dificuldade em viajar junto do cãozinho, uma vez que é obrigatório apresentar a carteira com as vacinas em dia para viajar de avião. Pode ser também que ele não seja autorizado a frequentar creches e hospedagens, como as da DogHero.


Ainda assim, é fundamental que as vacinas sejam aplicadas para proteger seu cãozinho e sua família, uma vez que algumas das doenças podem ser transmitidas para humanos também. Não deixe de vaciná-lo, pelo menos com as essenciais.


Calendário anual de vacinas de cachorro


Veja quais são as vacinas que seu cachorro deve tomar durante o ano e se planeje.


V8 ou V10


Reforço: anual
1ª dose: 2 meses
2ª dose: de 3 a 4 semanas após a 1ª dose

Raiva
Reforço: anual
Dose única aos 4 meses

Tosse dos canis
Reforço: anual
1ª dose: a partir dos 2 meses
2ª dose: de 3 a 4 semanas após a 1ª dose

Leishmaniose
Reforço: anual
1ª dose: a partir de 4 meses
2ª dose: 3 semanas após a 1ª dose
3ª dose: 3 semanas após a 2ª dose

Leptospirose
Reforço: a cada 6 meses (em áreas de risco) ou anual (fora das áreas de risco)
1ª dose: a partir de 12 semanas
2ª dose: 3 semanas após a 1ª dose

Giardíase
Reforço: anual
1ª dose: a partir de 8 semanas
2 dose: entre 14 e 28 dias após a 1ª dose

fonte matéria original: https://love.doghero.com.br/saude/vacina-de-cachorro/




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